Entra ano, sai ano. As empresas encerram suas atividades dos
doze meses, fazem as devidas contas, comemoram os resultados alcançados,
lamentam os desperdícios....e desenham o orçamento do ano seguinte. Algumas buscam
crescimento em cima da inflação corrente, outras trabalham sob a perspectiva do
segmento de atuação, e existem também aquelas que, simplesmente, sugerem os
números com base em um percentual de aumento aleatório.
Seja como
for, a temporada seguinte sempre traz uma ansiedade a respeito do que virá pela
frente. E, assim como em um time de futebol, a pergunta que fazemos é “como
está o nosso ataque para enfrentar uma concorrência pesada em um cenário
instável e incerto?” A referência da analogia no caso das empresas é a equipe
comercial..uma equipe homogênea aos olhos generalistas..porém bastante
heterogênea aos olhos de sua liderança imediata, responsável pela gestão de
cada indivíduo, de um conjunto de incansáveis criatividades e
questionamentos..pela gestão das vaidades e ambições, pela gestão do resultado
rentável e imediato. Antes de continuar, pergunto: há algum exagero ou novidade
neste texto até então? Pois este é o enfoque do nosso artigo: como manter a
chama acesa e o comprometimento durante todo o período diante de tanta
adversidade e dinamismo?
Eis a
partir de agora o que chamamos de liderança por resultados nos livros
didáticos. Quando se trata de vendas, tudo fica mais fácil de ser medido..ou para
bom, ou para ruim também. A liderança em um time de bons vendedores
necessariamente precisa ter habilidade, conhecimento técnico, experiência de
vida, equilíbrio, visão, bom senso, razão, emoção, comprometimento, boa
formação pessoal, jogo de cintura, inteligência emocional e competitiva...tudo
em doses não muito fracas, nem muito fortes. Com certeza é fácil dizer que este
ser perfeito está longe de existir..Mas acreditem! Esta é a busca de toda
organização em se tratando de área comercial. E se a liderança é trabalhada em
cima deste perfil, os respectivos vendedores ou profissionais comerciais
acompanham a tendência.
Passada a
etapa da contratação e do treinamento, inicia-se o processo de cobrança e
avaliação por números cada vez melhores...números atingidos significam a
obrigação..caso contrário, vem o sério risco da demissão..e assim vamos
formando profissionais e pessoas, e atendendo às expectativas dos acionistas e
dos clientes.
Particularmente,
e acredito até que começa a fazer parte dos processos internos das empresas,
este perfil profissional comercial começa a ser exigido também em outras áreas,
com seus devidos índices de produtividade em questão, o que permite e exige uma
interatividade e um entrosamento entre as partes funcionais, de uma forma mais
linear e sempre focada na rentabilidade da operação. Automaticamente aumenta-se
a produtividade e o profissionalismo...cada setor com as suas devidas
responsabilidades e todos em busca dos mesmos objetivos e com o desenho do
processo melhor compreendido.
Apesar dos
perfis profissionais distintos, todos se complementam e naturalmente precisam
dividir o peso das cobranças tangíveis e intangíveis. No mundo por resultados,
o que está em jogo é o placar ao término da partida. Defesa, zona intermediária
e ataque se complementam equlibradamente, em um plano bem traçado...esta é a
melhor filosofia de grupo e a essência da liderança por resultados. Não há
milagres, nem tempo suficiente para lamentações. Equilíbrio e foco são
ingredientes fundamentais e devem caminhar paralelamente.
Por Augusto César
Graduado em Marketing, com MBA em Gestão Empresarial (CEFET-RJ) e especialização em Gestão Estratégica. Profissional com passagens por empresas de porte como Golden Cross, ABN Amro Bank e Organizações Globo, em diversos projetos nas áreas de marketing e vendas.
Consultor empresarial pela Thompson Management Horizons (certificação em andamento), e Sócio-consultor da Damac Consultoria em Gestão.
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