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Administração Sustentável 2008

O que podemos dizer sobre os mercados e a conjuntura econômica mundial. Existe um limite natural em tudo, toda bola estoura, e o risco da garantia dos volumes é o esquecimento das especificações básicas do jogo que estamos praticando, principalmente quando nos orientamos pelo que os outros estão fazendo, se esquecendo se realmente temos condições de praticar a mesma coisa.

Administrar de olho no mercado e suas possibilidades de conquistas às vezes fazem com que nos esqueçamos dos parâmetros lógicos de que negócios pedem por controles e que controles, acima de sistemas impecáveis, devem estar dotados de gente capaz de analisá-los antes do caos.

Todo crescimento necessita de demandas, e na contra partida nos meios competitivos, empresas acima do talento coletivo (poder de troca com ênfase nos objetivos) pela criação “do surpreender”, não podem perder o espírito analítico pela euforia de crescer a qualquer preço e prazo. 

No mundo não temos mágica, mas lógica, pois tudo que to falando é resultante das décadas de fusões e aquisições geradoras de estratégias que beneficiam escalas ajustando e consolidando participações, mas que também aceleram as reduções de mão de obra que por conseqüência se alocam em outras atividades e desafios, que nem sempre garantem um consumidor estável, mas que mesmo assim gasta e temos que aprender a trabalhar.

Não sendo economista, mas ciente do representa a guerra dos mercados dos que produzem e servem, é fato que a segurança, do ponto de vista de garantias e estabilidade dos indivíduos (consumidores), já não é a mesma e assim crescer não mais significa saber atender a clientes seguros ou os que respondem por operações de baixo risco.

O mundo viveu uma seqüencial década de crescimento, porém boa parte disso impulsionado por estímulos ao alongamento dos endividamentos pessoais (maior do que a renda) do curto, ao médio e por fim o longo prazo. Numa amplitude maior sobre isso fica a pergunta: O que vale mais, crescer menos, mas sustentavelmente, ou ser um “cachorrão” sem coleira mordendo a primeira presa que aparece?

Senhores estrategistas:

Será que seu budget foi orientado para expansão de vendas, e se positivo qual a proporção do risco dessa expansão? Será que vale a pena repassar metas quantitativas sem uma revisão analítica que aprofunde os efeitos da conjuntura atual, ampliando as possibilidades dos caminhos, intensificando os controles e amenizando os efeitos do volume pela rentabilidade?

Nesse primeiro artigo do ano vou alertar com uma visão pessoal. O que vem pela frente atinge a todos e amplia a necessidade de interpretação profunda sobre o que dispomos e o talento necessário para criar garantias que propiciem nossa evolução.

No jogo do futuro quem vende é o conjunto, sem cérebro individual de Rei ou Rainha, mas com um compartilhamento (fornecedores, colaboradores e mercado) que propicie garantias de que o que está saindo, tem retorno.

Aguardemos os resultados em 2008, 2009, mas antecipe e revise seus planos, pois nossos barcos não vão mais navegar sem o uso de todas as velas. Se errar pela cautela, “please” às vezes uma boa cardeneta de poupança é melhor do que traficar cocaína.

Por Sergio Dal Sasso
www.sergiodalsasso.com.br
falecom@sergiodalsasso.com.br

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