O que podemos dizer sobre
os mercados e a conjuntura econômica mundial. Existe um limite natural em tudo,
toda bola estoura, e o risco da garantia dos volumes é o esquecimento das
especificações básicas do jogo que estamos praticando, principalmente quando
nos orientamos pelo que os outros estão fazendo, se esquecendo se realmente temos
condições de praticar a mesma coisa.
Administrar de olho no
mercado e suas possibilidades de conquistas às vezes fazem com que nos
esqueçamos dos parâmetros lógicos de que negócios pedem por controles e que
controles, acima de sistemas impecáveis, devem estar dotados de gente capaz de
analisá-los antes do caos.
Todo crescimento
necessita de demandas, e na contra partida nos meios competitivos, empresas
acima do talento coletivo (poder de troca com ênfase nos objetivos) pela
criação “do surpreender”, não podem perder o espírito analítico pela euforia de
crescer a qualquer preço e prazo.
No mundo não temos
mágica, mas lógica, pois tudo que to falando é resultante das décadas de fusões
e aquisições geradoras de estratégias que beneficiam escalas ajustando e
consolidando participações, mas que também aceleram as reduções de mão de obra
que por conseqüência se alocam em outras atividades e desafios, que nem sempre
garantem um consumidor estável, mas que mesmo assim gasta e temos que aprender
a trabalhar.
Não sendo economista, mas
ciente do representa a guerra dos mercados dos que produzem e servem, é fato
que a segurança, do ponto de vista de garantias e estabilidade dos indivíduos
(consumidores), já não é a mesma e assim crescer não mais significa saber atender
a clientes seguros ou os que respondem por operações de baixo risco.
O mundo viveu uma
seqüencial década de crescimento, porém boa parte disso impulsionado por
estímulos ao alongamento dos endividamentos pessoais (maior do que a renda) do
curto, ao médio e por fim o longo prazo. Numa amplitude maior sobre isso fica a
pergunta: O que vale mais, crescer menos, mas sustentavelmente, ou ser um
“cachorrão” sem coleira mordendo a primeira presa que aparece?
Senhores estrategistas:
Será que seu budget foi
orientado para expansão de vendas, e se positivo qual a proporção do risco
dessa expansão? Será que vale a pena repassar metas quantitativas sem uma
revisão analítica que aprofunde os efeitos da conjuntura atual, ampliando as
possibilidades dos caminhos, intensificando os controles e amenizando os
efeitos do volume pela rentabilidade?
Nesse primeiro artigo do
ano vou alertar com uma visão pessoal. O que vem pela frente atinge a todos e
amplia a necessidade de interpretação profunda sobre o que dispomos e o talento
necessário para criar garantias que propiciem nossa evolução.
No jogo do futuro quem
vende é o conjunto, sem cérebro individual de Rei ou Rainha, mas com um
compartilhamento (fornecedores, colaboradores e mercado) que propicie garantias
de que o que está saindo, tem retorno.
Aguardemos os resultados
em 2008, 2009, mas antecipe e revise seus planos, pois nossos barcos não vão
mais navegar sem o uso de todas as velas. Se errar pela cautela, “please” às
vezes uma boa cardeneta de poupança é melhor do que traficar cocaína.